O tempo passa e as coisas vão acontecendo, observo a natureza, observo as pessoas e na minha humilde compreensão concluo que cada um, de fato, como disse Caetano sabe a dor e a delícia de ser o que é.
É engraçado que de qualquer forma, todo mundo quer, o tempo todo, se filiar a determinado grupo, fazer parte de alguma coisa, se sentir dentro, aceito, acolhido. Creio que isso advém da necessidade de amor e carinho, o que é lindo. Mas, não se pode anular a individualidade em sua mais linda forma, mesmo que seja na solidão. Pode-se estar em um lugar cheio de pessoas e se sentir vazio, mas mesmo assim, prefere-se estar em tal ambiente. Ora, creio que seria útil para quem se identificar,tirar um domingo, um dia qualquer para chorar, para rir muito, para estar com você mesmo, se acariciar, tocar-lhe na face, abraçar você mesmo, se sentir, refletir o que você gosta ou não, e amar profundamente tudo isso.
Não estou criticando os grupos de amigos, as identificações, nem os rótulos, acho que eles são necessários, identificam a nós todos. Contudo, é muito importante que estejamos abertos para quem quer que seja, para conhecer alguém "de fora", para nos conhecer também, sempre e a cada novo dia.
Não vá se perder por aí, corre-se o risco de com tantas pessoas, tantos grupos, tantas confusões, não mais haver tempo o suficiente para o silêncio interior, e este é uma prece. Um momento único de amor consigo mesmo. De poder saber o que se quer, o que se é. De tentar ser alguém melhor unicamente para se sentir melhor, por si mesmo. Se amar.
Até porque, somente assim se estará pronto para amar ao próximo, para se "filiar" a algum tipo de grupo ou o que quer que seja.
É necessário autoconhecimento e amor próprio não para ser além do que se é, para ser primeiro, quem se é. Assim, tudo estará em equilíbrio e o silêncio não será desesperador, será a mais genuína p a z.
terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Petit
"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar..."
Pequeno Príncipe
Mas, a água é sempre boa, renova... E, até os olhos precisam disso....
Pequeno Príncipe
Mas, a água é sempre boa, renova... E, até os olhos precisam disso....
CHICO XAVIER - O FILME
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1228325-7823-AS+HISTORIAS+DO+MEDIUM+MAIS+IMPORTANTE+DO+BRASIL+VIRAM+FILME,00.html
2 DE ABRIL DE 2010, CHICO XAVIER - O FILME - NOS CINEMAS!!!!!!
"Ame sempre. E quando estiveres a ponto de descrer do poder do amor, lembra-te do Cristo." Chico Xavier
2 DE ABRIL DE 2010, CHICO XAVIER - O FILME - NOS CINEMAS!!!!!!
"Ame sempre. E quando estiveres a ponto de descrer do poder do amor, lembra-te do Cristo." Chico Xavier
terça-feira, 10 de março de 2009
No momento atual... coração apertadinho e a chuva não vem...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
A vida não pára!...
A vida é tão rara!...
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
A vida não pára!...
A vida é tão rara!...
domingo, 17 de agosto de 2008
Clarice Lispector
"Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca."
Clarice Lispector
"Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca."
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Acho paaaaia já ter dito por aí...
Dizem por aí que em certos meios e meias (não é Barbie, é celular) não se pode confiar em ninguém. Dizem por aí que é preciso cautela e a melhor prudência é ausentar-se de freqüentar determinados locais enquanto se está, digamos, sussa... Dizem por aí que é comum que “amigos” deixem de ser “amigos” em face de paixões repentinas, disputadas com ações capciosas e trapaceiras nestes meios. Dizem por aí que qualquer turma é foco de inveja, de disputa, que o respeito e pessoas de caráter, são mera sorte do destino. Dizem por aí que é isso ou aquilo, que em geral tudo não presta, que é assim ou assado e que não tem jeito, é podre mesmo. Dizem por aí...
Elucubrando sobre a procedência ou improcedência dos argumentos acima, recordei-me de Guimarães Rosa: “Viver é muito perigoso...” E isso se encaixa em tudo. E o perigo é bom, com mãozinha ou sem mãozinha, dedilhados ou quadrados, faz sentir os segundos que se transfiguram nesta caminhada que estamos todos juntos, não adianta, estamos juntos e misturados. Melhor é fazer o bem e dormir tranqüila...
Voltando à “vaca fria” (às vezes viajo dialogando inconclusivamente, rsrsrs), fato é que existe uma tendência, esta é sim, muito perigosa, para que se valorizem fatos que trouxeram incômodos e sofrimentos, do que fatos que trouxeram alegria e amor. É como se durante trezentos e sessenta e quatro dias o clima estivesse perfeito e em um único dia que as nuvens apareceram, o ano deixou de valer à pena e recordar-se-ão para sempre deste dia com muito mais alvoroço do que de todos os outros de alegria e amor. Ah, balanga!
Eu não concordo! Não concordo em dizer por aí que é tudo podre, que o certo é afastar-se porque sobre determinadas influências algumas coisas podem acontecer. Decepções, dores, desapontamentos, etc, são quesitos que irão acontecer. Talvez seja inevitável. Não encaro isto como ruim! Faz parte e depois, passa, tudo passa... Por exemplo: imagine-se em um restaurante chique na companhia de amigos, curtindo um showzinho, está frio, muito frio. Você resolve pedir um caldo para se esquentar, o pedido chega, você oferece e quase todos da mesa deliciam-se, porque cada um dá o que tem pra quem quiser. No entanto, nota-se que há algo deveras diferente “borbulhando” dentro do caldo.
É uma lagarta.
Você poderia gritar com o dono do restaurante e o chefe de cozinha, ir embora de mau-humor e sem pagar a conta. Ah, ta jóoooia!
Mas, poderia também inclinar levemente seu rosto apoiado em sua mão e dizer:
_tem uma lagarta no caldo. (com baixo tom de voz e pensando em sabe-se lá o quê).
Em seguida, você pede outra cerveja ou suco (rsrs) e volta para a diversão com seus amigos. Arrasou! Ou seja, a vida, continua e lagartas existem por aí, quero ver se você tem atitude, se vai encarar!... Mas, elas não são suficientes para dizer que o meio dos caldos é podre (nossa que comparação esdrúxula, quem nunca fez comparações assim, que não beba...rsrsrs)
O importante é que os “dizem por aí” estão errados e não é mera sorte encontrar pessoas com caráter e conviver com respeito em certos meios. É apenas a consagração do mérito para todos aqueles que se encontram em sintonia. Sim, sintonia. Sinceramente, esses “dizem por aí” não são suficientes e nunca serão para abalar a fé de que aonde quer que seja o importante é se encontrar com quem mereça seus minutos e vice-versa. Isso é sintonia.
E eu encontro isso em meios e “meias”. Se você é um caldo e não uma lagarta, encontrar-se-á com outros caldos e farão A festa, (ou festas) seja em piscina de bolinhas ou em quadras de futebol, na cara e na coragem.
Se apareceu uma lagarta em algum caldo ou se uma nuvem já atrapalhou algum dia de minha vida, eu agradeço e hoje exclamo feliz que entre cafés, casas rosa, fotos em estúdios ou simplesmente espontâneas, é possível sintonia. Não creio que valha a pena dizer por aí o que outrora eu mesma disse. Na realidade, eu Acho paaaaaaaia! Para bom entendedor, meia palavra basta: mãe(s) da(s) vaca(s) existe por aí, em todo e qualquer lugar e são como o dia de nuvem, ou as lagartas. Desejo que não se misturem com quem tem caráter e respeito, mas caso isso ocorra, que seja para aprender e desmistificar essas idéias dos “dizem por aí”. Afinal, as chuvas já foram nuvens, bem como borboletas já foram lagartas.
Isto posto, (jargão jurídico, óbvio) como citei Guimarães Rosa, sinto-me incompleta se não citar Clarice Lispector: “a vida é igual em toda a parte e o que é necessário é a gente ser a gente.” _ Arrasou!
Texto inspirado e PARA: Dani, Maíla, Rafa, Pedro, Vivi, Gabi, Paulinha, Vanessinha, Rapha, Aninha, Babi, Júlia, Vanexota, Cora, Laurinha, Loren e respectivos amigos e amigas que se identificarem entre meios, meias, caldos, lagartas, cafés, bares, futebol, shows, então, é a vida que “aonde quer que vá, estará contigo em qualquer parte...” C.X.
Elucubrando sobre a procedência ou improcedência dos argumentos acima, recordei-me de Guimarães Rosa: “Viver é muito perigoso...” E isso se encaixa em tudo. E o perigo é bom, com mãozinha ou sem mãozinha, dedilhados ou quadrados, faz sentir os segundos que se transfiguram nesta caminhada que estamos todos juntos, não adianta, estamos juntos e misturados. Melhor é fazer o bem e dormir tranqüila...
Voltando à “vaca fria” (às vezes viajo dialogando inconclusivamente, rsrsrs), fato é que existe uma tendência, esta é sim, muito perigosa, para que se valorizem fatos que trouxeram incômodos e sofrimentos, do que fatos que trouxeram alegria e amor. É como se durante trezentos e sessenta e quatro dias o clima estivesse perfeito e em um único dia que as nuvens apareceram, o ano deixou de valer à pena e recordar-se-ão para sempre deste dia com muito mais alvoroço do que de todos os outros de alegria e amor. Ah, balanga!
Eu não concordo! Não concordo em dizer por aí que é tudo podre, que o certo é afastar-se porque sobre determinadas influências algumas coisas podem acontecer. Decepções, dores, desapontamentos, etc, são quesitos que irão acontecer. Talvez seja inevitável. Não encaro isto como ruim! Faz parte e depois, passa, tudo passa... Por exemplo: imagine-se em um restaurante chique na companhia de amigos, curtindo um showzinho, está frio, muito frio. Você resolve pedir um caldo para se esquentar, o pedido chega, você oferece e quase todos da mesa deliciam-se, porque cada um dá o que tem pra quem quiser. No entanto, nota-se que há algo deveras diferente “borbulhando” dentro do caldo.
É uma lagarta.
Você poderia gritar com o dono do restaurante e o chefe de cozinha, ir embora de mau-humor e sem pagar a conta. Ah, ta jóoooia!
Mas, poderia também inclinar levemente seu rosto apoiado em sua mão e dizer:
_tem uma lagarta no caldo. (com baixo tom de voz e pensando em sabe-se lá o quê).
Em seguida, você pede outra cerveja ou suco (rsrs) e volta para a diversão com seus amigos. Arrasou! Ou seja, a vida, continua e lagartas existem por aí, quero ver se você tem atitude, se vai encarar!... Mas, elas não são suficientes para dizer que o meio dos caldos é podre (nossa que comparação esdrúxula, quem nunca fez comparações assim, que não beba...rsrsrs)
O importante é que os “dizem por aí” estão errados e não é mera sorte encontrar pessoas com caráter e conviver com respeito em certos meios. É apenas a consagração do mérito para todos aqueles que se encontram em sintonia. Sim, sintonia. Sinceramente, esses “dizem por aí” não são suficientes e nunca serão para abalar a fé de que aonde quer que seja o importante é se encontrar com quem mereça seus minutos e vice-versa. Isso é sintonia.
E eu encontro isso em meios e “meias”. Se você é um caldo e não uma lagarta, encontrar-se-á com outros caldos e farão A festa, (ou festas) seja em piscina de bolinhas ou em quadras de futebol, na cara e na coragem.
Se apareceu uma lagarta em algum caldo ou se uma nuvem já atrapalhou algum dia de minha vida, eu agradeço e hoje exclamo feliz que entre cafés, casas rosa, fotos em estúdios ou simplesmente espontâneas, é possível sintonia. Não creio que valha a pena dizer por aí o que outrora eu mesma disse. Na realidade, eu Acho paaaaaaaia! Para bom entendedor, meia palavra basta: mãe(s) da(s) vaca(s) existe por aí, em todo e qualquer lugar e são como o dia de nuvem, ou as lagartas. Desejo que não se misturem com quem tem caráter e respeito, mas caso isso ocorra, que seja para aprender e desmistificar essas idéias dos “dizem por aí”. Afinal, as chuvas já foram nuvens, bem como borboletas já foram lagartas.
Isto posto, (jargão jurídico, óbvio) como citei Guimarães Rosa, sinto-me incompleta se não citar Clarice Lispector: “a vida é igual em toda a parte e o que é necessário é a gente ser a gente.” _ Arrasou!
Texto inspirado e PARA: Dani, Maíla, Rafa, Pedro, Vivi, Gabi, Paulinha, Vanessinha, Rapha, Aninha, Babi, Júlia, Vanexota, Cora, Laurinha, Loren e respectivos amigos e amigas que se identificarem entre meios, meias, caldos, lagartas, cafés, bares, futebol, shows, então, é a vida que “aonde quer que vá, estará contigo em qualquer parte...” C.X.
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